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Video e fonia: Avião sai da pista no Aeroporto da Pampulha

Atualizado 23/8 as 12h25 – O Gulfstream G200 matrícula PR-AUR saiu da pista no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, no início da noite de segunda (7). A aeronave decolou às 18h09 e iria realizar toque e arremetida por aproximademente uma hora no aeródromo.

Gulfstream G200 PR-AUR (Arquivo)

No retorno para o primeiro procedimento na cabeceira 13, às 18h26, o avião atravessou todo prolongamento da pista e parou em um barranco próximo ao LOC (antena do localizer).

O Corpo de Bombeiros informou que o motor do avião, que já estava no chão, pegou fogo. A corporação não atuou na ocorrência e a situação foi controlada pelos brigadistas do aeroporto. A Infraero reforçou que o problema ocorreu após o pouso.

A Polícia Militar (PM) disse que três pessoas estavam dentro da aeronave. Segundo os bombeiros, uma pessoa sofreu ferimentos leves.

A situação de aeronavegabilidade consta como normal no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB).

As causas do incidente serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Algumas aeronaves alternaram o Aeroporto de Confins. Ainda segundo a Infraero, a pista do aeroporto ficou fechada até as 18h55, quando houve a liberação após a retirada do avião.

Fonia do PR-AUR:

Cenipa

Segundo o CENIPA, a aeronave estava com os dois pilotos e mais um passageiro a bordo. Após tocar o solo pela cabeceira 13 (próxima à Lagoa da Pampulha) o jato iniciou o procedimento de arremetida, acelerando para ganhar velocidade e decolar de novo. Porém, por motivo ainda não conhecido, a tripulação decidiu abortar o processo, mas a aeronave não desacelerou antes do fim da pista, atingindo a cerca que protege o perímetro do aeroporto.

Apenas o comandante sofreu lesões leves, sendo que os outros ocupantes saíram ilesos, mas a aeronave sofreu danos substanciais.

Os danos incluem o nariz da aeronave próximo do radar, além do que o trem de pouso dianteiro se desprendeu da fuselagem. A perícia na aeronave já foi finalizada pelo CENIPA, que já a liberou. Mas a investigação continua a fim de encontrar fatores contribuintes para o incidente que poderia ter terminado em uma tragédia.

Com informações do G1 / Video: PMMG / Cenipa

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