Militar

Helicóptero da FAB resgata vítima de acidente de navio no litoral do RN

O Esquadrão Falcão (1°/8° GAV), sediado em Parnamirim (RN),  resgatou, na sexta (29), um homem que sofreu acidente em um navio estrangeiro que navega na costa brasileira. O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), organização da Força Aérea Brasileira (FAB) responsável pela coordenação de missões aéreas, acionou o Esquadrão após o contato do SALVAERO Recife.

Antes da decolagem do helicóptero, militares do Esquadrão de Saúde de Natal analisaram as informações recebidas  pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo (SALVAMAR) sobre o estado da vítima, que apresentava fratura exposta na perna esquerda. O navio, oriundo de Malta, foi localizado a cerca de 470km da costa brasileira, na direção da cidade de Natal (RN).

A aeronave H-36 Caracal decolou de Parnamirim (RN) para Fernando de Noronha (PE), onde realizou pouso técnico e, em seguida, voou até a posição do navio para realizar o resgate. O helicóptero manteve o voo pairado enquanto os homens de resgate  SAR (do inglês Search And Rescue – Busca e Salvamento)  desceram até o convés, imobilizaram a vítima e a içaram em uma maca. Ao final, o Esquadrão transportou o paciente  para a capital do Rio Grande do Norte para receber atendimento médico especializado. Toda a operação durou aproximadamente cinco horas.

A tripulação do helicóptero, formada por 11 militares, sendo 2 pilotos, 3 operadores de equipamentos, 3 homens de resgate, 2 médicas e 1 enfermeira, usou trajes especiais para minimizar o risco de qualquer contaminação.

De acordo com o Major Aviador Átila Miranda Alves de Campos, Chefe da Seção de Operações do Esquadrão Falcão, o tempo de resposta da missão foi muito importante devido ao estado delicado de saúde da vítima, que, caso não fosse resgatado a tempo, poderia evoluir rapidamente para um quadro mais crítico.

O piloto da aeronave, Tenente Aviador Alan Dickson Brito de Medeiros, falou que o momento mais difícil foi ter feito a manobra até o convés, que é um exercício mais complexo. “Nessa hora, nós temos que manter a posição do helicóptero em relação ao navio, que está em movimento, já que você precisa de certa precisão para poder fazer o embarque e o desembarque da vítima pelo guincho”, contou o piloto.

Fonte: FAB

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