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ATR-72 da extinta Flyways é desmanchado

O ATR 72-202 prefixo PP-STY, da extinta Flyways Linhas Aereas, foi desmanchado. Informações iniciais é de que a aeronave será vendida como sucata. Desde o término das operações da empresa, a aeronave estava no pátio norte do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, junto com o outro ATR 72-500 prefixo PR-TKN da empresa.

Foto: rociospotter via Instagram

Em setembro de 2018, a empresa recebeu uma oferta de compra, mas devido as condições das aeronaves, o empresário teria desistido da negociação.

Foto: rociospotter via Instagram

Operações e encerramento

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) suspendeu o Certificado de Operador Aéreo da companhia Flyways Linhas Aéreas, do Rio de Janeiro (RJ) em 2017, publicada no Diário Oficial no dia 2 de março. A empresa não voava desde outubro de 2016.

A Flyways foi autorizada a voar pela ANAC no final de 2015 e seu primeiro voo comercial foi realizado no dia 28 de dezembro daquele ano, entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Em 2016, a empresa também operou em cidades como Uberaba, Ipatinga e Araxá, no estado de Minas Gerais. O plano da companhia era criar uma malha de rotas regionais.

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Em menos de um ano de operações efetivas, a frota da empresa foi composta por dois turbo-hélices ATR 72, número bem distante do plano inicial, que previa a aquisição de 10 aeronaves até o final de 2016 e 30 até 2019. A Flyways também pretendia aumentar suas rotas por cidades nos estados do Rio de Janeiro e Espiríto Santo.

Processos judiciais

Em junho de 2016, a Flyways foi intimada a devolver a aeronave PP-STY da corretora Elix Assets 1 Limited devido falta de pagamento e, mais adiante, o segundo aparelho (PR-TKN) foi paralisado, levando a suspensão da venda de passagens. Na época, a empresa alegou que o avião estava em manutenção.

Já em setembro de 2016, a empresa anunciou que receberia investimentos do grupo Avmax, do Canadá, inclusive com a incorporação de aeronaves da Bombardier, o que também não se concretizou. Nesse mesmo período, a Flyways retomou suas operações, mas logo em seguida as paralisou novamente.

Por fim, em outubro de 2016, a Flyways foi citada nas investigações da Operação Lava-Jato da Polícia Federal, por supostamente estar envolvida em pagamentos de propinas a funcionários da Eletronuclear.

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