Atualizado 26/11 as 10h55 – A apresentadora Xuxa passou por dificuldades na madrugada deste domingo (25) e teve que passar a madrugada no aeroporto de Fortaleza depois de fazer um show na capital cearense.
A apresentadora embarcou sábado (24) para uma apresentação e teve problemas para retornar ao Rio de Janeiro, tudo porque a aeronave que iria transportar sua equipe era clandestina, fato que a artista não estava ciente.
De acordo com o UOL, a empresa Planner Eventos contratou um jato particular para fazer um serviço de táxi aéreo, o que não é permitido pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).
Xuxa afirmou ter procurado a empresa responsável antes de tornar a situação pública, em sua conta no Instagram. “Eu falei pra minha empresária que se a mulher não resolvesse em uma hora, eu ia botar a boca no mundo. Fiz uma live e aí um homem ligou para Mônica Muniz (empresária de Xuxa), dizendo que emprestou o avião particular para a mulher, mas que não a conhece. Essa Paula Roberta é daqui de Fortaleza e ela está acostumada a contratar artistas. Ela já contratou a Claudia Leitte”, contou.
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Em conversa com o jornal O Dia, a apresentadora explicou o episódio:
“Comecei a achar estranho já no sábado de manhã, quando fui embarcar para Fortaleza porque o hangar que eu embarquei era muito distante, escuro… Diferente do que eu estou acostumada a usar. Eu queria voltar pro Rio cedo no domingo porque Sasha vai viajar e eu queria ficar com ela. Primeiro, a informação era de uma pane na aeronave. Quando a gente chegou no aeroporto, por volta das 23h50 de sábado, descobri que não era. Não deixaram nem a gente entrar. Como a aeronave não estava pronta para a gente, não abriram o portão. O avião tinha saído com um prefixo e entrado com outro. A empresa Planer Eventos não poderia estar alugando o avião porque ela não é empresa de táxi aéreo. Além disso, ela já estava sendo procurada. O pessoal em Brasília achou e apreendeu o avião. O avião vai ter que ficar apreendido até segunda-feira. Isso foi o que falaram para a gente e não falaram mais nada: apenas que ia ficar preso porque essa aeronave e essa empresa estava sendo buscadas por Brasília. Já tinha ido com outros artistas, como Claudia Leitte e que estavam usando um avião particular como táxi aéreo e isso não pode. Pensamos que a contratante Paula Roberta Bessa fosse resolver, mas nada aconteceu. A gente ligou e ela não atendeu. Resolvemos esperar. Duas da manhã e a gente não conseguia tripulação. Aí a gente tentou pela Líder e a Paula Roberta precisava mandar os cartões. Ela mandou e não bateu. Tudo furado”.
Por conta do incidente, o show que aconteceria no dia 1º de dezembro, em Recife, está cancelado. “Não dá pra fazer mais nada com essa contratante”, lamentou Xuxa.
O retorno de Xuxa e sua equipe para o Rio de Janeiro está previsto para o meio-dia deste domingo.
Anac interdita aeronave
Após denúncia recebida em um dos canais de atendimento ao cidadão da Agência Nacional de Avião Civil (ANAC), a Superintendência de Fiscalização e Ação Fiscal (SFI) da ANAC interditou, em operação realizada na noite de sábado (24/11), em Fortaleza (CE), a aeronave privada Cessna 550 Citation II matrícula PR-OLB, de propriedade da Agropecuária Letícia Ltda.
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A aeronave prestou irregularmente serviço de táxi-aéreo (conhecido como táxi-aéreo clandestino – TACA), transportando a artista Xuxa e equipe do Galeão (RJ) para Fortaleza (CE), onde foi interditada e impedida de fazer o trajeto de volta.
A mesma aeronave havia sido interditada pela ANAC em outubro passado, quando faria o transporte irregular da cantora Cláudia Leitte.
O gerente de Ação Fiscal da SFI da ANAC, Marcelo Lima, informa que a Agência considera muito grave o transporte aéreo clandestino.
“Muitos artistas têm sido vítimas deste tipo de infração, que pode colocar em risco a segurança das pessoas a bordo e em solo. Vamos instaurar um processo administrativo para apurar as possíveis infrações e aplicar medidas enérgicas para evitar que este tipo de coisa ocorra novamente”, afirmou.
Após a conclusão da investigação, e de acordo com os resultados obtidos, o operador e o piloto da aeronave poderão sofrer sanções administrativas que vão de multas até a cassação da habilitação, no caso do piloto, e do certificado em relação à aeronave. Sem o registro, piloto e aeronave ficam impedidos de voar até obtenção de novo certificado, que só pode ser requerido após o período de suspensão.
Além disso, a denúncia será enviada ao Ministério Público e à Polícia Federal para que sejam tomadas medidas no âmbito criminal.
Operações contra TACA
As ações fiscalizatórias da Agência para combater a prática do táxi-aéreo irregular no país foram intensificadas a partir de junho deste ano com a implementação da campanha “Voe seguro, não use táxi-aéreo clandestino”, realizada em conjunto entre a ANAC e o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPA).
O objetivo da campanha é conscientizar os usuários sobre os riscos de contratar um serviço irregular de táxi-aéreo, tendo em vista o não cumprimento de uma série de requisitos pelo operador desse tipo de transporte, o que não garante o nível de segurança aceitável pela Agência para o transporte remunerado de pessoas.
Por essa razão, a ANAC recomenda aos interessados na contratação de táxi-aéreo que consultem a regularidade da empresa junto à Agência, evitando riscos aos passageiros.
Fontes: UOL / Catraca Livre / Jornal O Dia / Anac
