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Um avião Embraer EMB-810C Seneca II com uma carga de 500 kg de cocaína foi interceptada pela Força Aérea Brasileira (FAB), nesta terça (6), no Distrito de Nova Fernandópolis, no município de Barra do Bugres, a 169 km de Cuiabá. A aeronave matrícula PR-EBF tinha saído da Bolívia e estava sem plano de voo.
De acordo com a FAB, três aeronaves de defesa aérea A-29 Super Tucano da FAB e um avião radar E-99 foram usadas para monitorar e interceptar o avião.
O piloto da aeronave conseguiu fugir. Conforme a PF, ele foi resgatado possivelmente por outros integrantes da quadrilha.
O piloto da FAB mandou que o piloto da aeronave mudasse a rota e pousasse no aeródromo de Cuiabá, mas ele não obedeceu.
Quando a defesa aérea estava prestes a dar um tiro de aviso, o piloto pousou em uma estrada de terra.
Segundos dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião interceptado pertence a Lucas Maikon Gusmão de Lima.
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A ação é feita em parceria com a Polícia Federal e faz parte da Operação Ostium, que deve seguir até o final deste ano para reforçar a vigilância no espaço aéreo sobre a região de fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai.
O objetivo é coibir voos irregulares que possam estar ligados a crimes como o narcotráfico, reduzindo a zero o índice de ilícitos, por meio aéreo, numa vasta área de fronteira.
Os principais alvos da ação, que segue até o fim do ano, são voos irregulares que possam estar ligados a crimes, principalmente ao narcotráfico.
Histórico
No dia 24 de março de 2017, a mesma aeronave fez um pouso forçado na pista de uma empresa, em Campo de Júlio (554 km de Cuiabá). Na época, a Polícia Militar encontrou o GPS da aeronave com rotas, cujas coordenadas indicavam que ele saiu da Bolívia e passou em vários locais onde há denúncias constantes de sobrevoos de aeronaves que fazem lançamento de entorpecentes. Além disso, a polícia localizou um mandado de prisão em aberto, referente à prática de um roubo contra um vendedor de joias, em Cuiabá.
A PM foi acionada por volta das 10h, após Max Johnny Saraiva Silva Melo pousar na empresa. Conforme o boletim de ocorrência, o suspeito disse que precisou realizar um pouso forçado naquela pista devido a uma falha no avião. “Porém ao tentar explicar de onde vinha para onde ia, fez várias contradições, relatando informações diferentes”, diz trecho do B.O.
À polícia, o suspeito relatou que reside no Pará. Contou que estava no segundo voo com a aeronave e que havia saído de Guarantã do Norte (710 km de Cuiabá), com seu patrão e mais duas pessoas, e as deixado em uma fazenda a 40 minutos de voo de Campos de Júlio. Contudo, não soube informar em que cidade está localizada a fazenda, nem mesmo o nome do patrão.
Ao checar os documentos de Max Johnny, a PM constatou que ele não possuia brevê para pilotar a aeronave em que estava, o mesmo bimotor modelo Sêneca II de prefixo PR-EBF. A licença que possui, para pilotar modelos monomotores, estava vencida. Na aeronave foram encontrados seis recortes de lona preta de tamanho aproximado de 1,20×1,20m, “característico aos modos usados para embalar fardos para lançamentos”, diz o boletim. O suspeito estava com aproximadamente R$ 4,7 mil em espécie.
Com informações do G1 e RD News
