
A certificação do E190-E2 está mais próxima após a conclusão de mais um teste crítico – e um dos últimos. O teste realizado nesta semana mede a capacidade dos freios da aeronave de absorver a energia cinética produzida após uma decolagem rejeitada no peso e velocidade máximos.
Os freios do E2 suportaram facilmente o estresse da frenagem, e os resultados confirmaram o design robusto da aeronave e seu excelente desempenho.
Os testes foram realizados na pista localizada junto a unidade da Embraer em Gavião Peixoto, e envolveu o uso da segunda aeronave protótipo (PR-ZFV – s/n 20002), que foi batizada de “Ozires Silva”.
No final de janeiro, a Embraer anunciou que o E190-E2, primeiro avião da nova geração da família de E-Jets, confirmou ser melhor do que a especificação original e ainda mais eficiente do que outras aeronaves de corredor único. Com relação ao consumo de combustível, o E190-E2 provou ser 1,3% melhor do que originalmente esperado, o que representa uma melhoria de 17,3% em relação ao E190 de geração atual e quase 10% melhor que seu concorrente direto.
Os resultados dos testes em voo também confirmaram que o desempenho de decolagem do E190-E2 também é melhor que a especificação original. O alcance da aeronave a partir de aeroportos com altas temperaturas e grande altitudes (Hot and High, no termo em inglês), como Denver e Cidade do México, aumenta 600 milhas náuticas em comparação com aeronaves de geração atual. Já o alcance a partir de aeroportos com pistas curtas, como London City, na Inglaterra, também aumenta em mais de 1.000 milhas náuticas, permitindo que a aeronave alcance destinos como Moscou, na Rússia, e no norte da África sem paradas.
